Descompasso...

A boca fere, 
A alma sangra...
Palavras que engasgam dentro da gente
Num soluço, num nó, entrave.
Perda de tempo, perda de vida
Perda de dias... Perdas!
A incompatibilidade de gênios.
Num mar agitado e sem ritmo
Num descompasso do coração
Falamos o que não sentimos
E com isso, solidão!

Pontes já não nos une
Janelas que se fecham...
Não há liga, não há futuro.
Tudo que se tem é ofensa
Tudo que há; é irritação.
Somos seres que se desencontram
Nas palavras, repetidas
Pelos desencontros da vida
Pelo sim e pelo não.
Quase não há ganho
Diante do tanto desperdiçado
Um querendo estar certo
Diante do outro, emburrado!
Ambos, almas feridas
No descompasso do amor!
Perdidos num único passo
Corroídos na mesma dor...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Homem morre quando deixa de Sonhar!

Sobre Abraços...