Um Pouco Mais

Tenho escrito tanto e tudo parece tão pouco, diante do que eu quero escrever.
É que o tempo parece insuficiente, para tudo o que invade a minha mente... Talvez a vida devesse ser um pouco mais; ou nós devêssemos ser um pouco menos, não sei.
O fato é que olhando para trás é que se percebe o quanto perdemos de nós mesmos. Fomos o que tínhamos que ser? Quanto de tudo que vemos conseguimos realmente enxergar?
As vezes tenho a sensação de que vemos e sentimos tudo de modo superficial. Não temos muito conhecimento, pois tudo que sabemos é de tudo um pouco.
Somos rasos nos afetos, por exigir que também sejamos retribuídos. Somos rasos por pensarmos sermos o centro do universo...
Complexos na  embalagem, mas superficiais na essência.
Vejo tantas vidas se perdendo por nada, num consumismo desvairado de um sistema falido e opressor. Vejo tanta gente sem rumo, tanta desgraça. E em meio a escombros, vejo a fé iluminada em olhos simples, olhos de paz.
Vejo pouco ou vejo muito? Não sei. Talvez sejam delírios de quem quer viver e saber mais um pouco.
Tantos sonhos, tanta gente! Não sei seus nomes, suas dores, seus caminhos, nada sei. Mas os observo. Sei que cada um tem em si algo de mim... loucura? Não. Cada de um de nós temos algo em comum com alguém, mesmo que os desconheçamos . São cores, são palavras, são gestos.
Mas somos estranhos!
Nada aqui nos pertence, nada aqui é de total conhecimento, nada aqui é definitivo. Nem a vida!
Temos um prazo e é só... viver ou apenas passar o tempo é uma das nossas inúmeras escolhas.
Eu tenho escrito tanto sobre a vida, que me pergunto que vida é essa...
Crise existencial? Não sei. Talvez...
Mas prefiro pensar que é apenas pena. Pena de partir sem ter vivido tudo aquilo que eu sonho. Pena que não ter mais um pouco para viver!
Tudo é tão rápido que quando se vê, não há mais!


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