Adeus Ano Velho

Adeus ano velho!
Adeus!
Vou rasgar as roupas velhas,
Os discursos decorados
Vou vestir qualquer trapo
E ser feliz como quiser.
Não é o ano que está velho
São os sonhos que não vivi!
Vou despir-me em praça pública
Até poder me redimir!
O futuro que não tive
As alegrias que oprimi
Quero sorver tudo em excesso
E de tudo me entupir!
Ano velho coisa nenhuma
Tudo que resta são "janeiros"
De promessas esquecidas
Num vai e vem da vida
Onde tudo se repete!
Eu vou me jogar na areia
Tomar banho de sol e cerveja
Como quem morre amanhã
Pois de hoje isso não passa
Senão outra promessa rasa
Que mais uma vez teimo em dizer
Melhor seria não dizer nada
E na surdina ir viver!
Adeus ano velho, adeus...
Sem muita demora agora
Vou saindo, vou embora
Pra outro ano aqui chegar
Vou vivendo a cada hora
Pulando sete ondas
Admirando o sol
Sentado à sombra, cortejando o mar!

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