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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

Desfez-se os Laços...

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Alguns laços não deveriam ser rompidos...
Fica uma sensação de impotência por dentro. Uma lembrança constante de coisas que nunca existiram, dá pra entender? Coisas que só você sonhou, desejou ou que só a sua mente criou e ninguém sabe, ninguém viu; mas punge dentro da gente como ferida exposta.
Laços são como veias... cheias de sangue, de vida, de cor!
E quando eles não existem mais é como se tudo perdesse o sentido...
É como um abraço feito apenas de braços enlaçados e nada mais, não há emoção, sentimento, entrega.
Um laço rompido é como a voz fria num telefonema, como vento seco e abafado num final de tarde.
Um enterro que se faz com defunto vivo!
Sabemos que está ali, mas é como se não existisse! Um "tanto faz"...
A fotografia é de um estranho... alguém que você nunca viu, mas que esteve em você, que sugou de você, que teve de você o seu melhor mesmo que não fosse perfeito.
Laços são como raízes fincadas dentro de nós...
Raízes que por alguma razão não germinaram.
As vez…

Molda-me...

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Reconheço a minha pequenez
Diante do Teu trono...
Ajoelho-me na Tua presença
Para que a minha alma se converta
Na esperança das Tuas palavras
Possa outro homem renascer!
Molda este barro Senhor
Que nas Tuas mãos se faz mais forte
Podendo as injustiças vencer.
Molda esta mente impura
Com teus bálsamos de amor!
Como Davi, como um mero servo Teu
Coloco-me ao seu dispor
Faz-me um instrumento de louvor!
Que o impossível seja agora restaurado
Dentro deste corpo maltratado
Tão rebelde, tão ingrato
Quero contigo caminhar!
Vem senhor em meu favor,
Faz-me um vaso novo
Recria-me outra vez
Anela os meus olhos para Ti!
Cumpra-se em mim o Teu querer!
Como barro de dura cerviz
Molda-me com as Tuas mãos
Quebranta esta alma com perdão!


Ao seu Lado...

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Quero morrer ao seu lado
sentado na grama
Olhando o por do sol
Quero morrer bem quietinho
Olhando pro mar, bem velhinho
A cabeça encostada no ombro

Que voe a gaivota
Que seja um fim de tarde
Não importa!

Quero morrer velhinho
Sentado ao seu lado
No tronco da árvore
Num banquinho...

Quero morrer do seu lado
Vendo o sol se por
Sentindo o seu amor!


Tanto...

Tanto que eu poderia ter dito
Tanto que eu poderia ter sentido
Tanto que eu não fiz e poderia ter feito
Tanto que eu não dei e que poderia ter dado...
Tempo perdido de tantas idas e vindas
Nada mais volta, nada será como poderia ter sido.
E ao olhar pelo retrovisor da vida
É que se percebe o que não aconteceu...
Por pura pirraça, por intolerância, por vingança
De coisas vãs... que nada acrescenta, só diminui!
Tanto que poderia ter sido e que não será
Por não haver mais tempo
Por não haver sentimento
Por ter ficado lá atrás, perdido no vento
Tudo o quê?  O que um dia foi sonhado
E só!

O Amor é Só Uma Dose...

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O amor é um veneno
Em doses cada vez mais fortes
De cianuretos coloridos
Num mundo de sonhos e ilusões...
Cicutas plantadas na mente
Sabotadoras de nós dois!

O amor é ácido
Como somos nas discussões
Quando ofendemos e magoamos
Num direito enlouquecedor de ferir
A quem dizemos amar...
O amor é um objeto perfuro-cortante
que dilacera tudo...
Num crescente desnudar do íntimo
Onde aflora o bem e o mal de nós!

O amor... o amor é um rio caudaloso
Tão denso e escuro quanto um abismo
Onde galáxias se findam e se formam
Num extenso buraco negro sem luz
É força que destrói o tempo
Que lança a todos no vento
Onde ninguém sabe onde vai dar!

É saudade, é tortura, é busca não sei de quê
É estricnina, chumbinho, trombeta
Talvez uma dose qualquer
Nem tão forte, mas poderosa
Que avassala todas as bases
E no fim, já sem forças
Percebe-se tantas névoas...
Tantas portas...
É o veneno fazendo efeito!

O amor é o único veneno capaz de curar
Sabendo que também pode matar
Pois sua dose é sorvida em abundância

Praga.

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Você vai se arrepender
Das mentiras que me disse
E das vezes que me fez acreditar
Em coisas que nunca sentiu!
Vai se arrepender
Do amor que não me deu
Das vezes em que as suas mãos não se uniram as minhas...
Vai sofrer e chorar como eu!
Vai sangrar na alma
Vai saber o que eu vivi
Você vai lamentar não ter o meu amor
A minha calma para te aconchegar...
Vai pedir e implorar
Para que eu possa perdoar
Os enganos que me fez
Os sonhos que destruiu
Você vai se arrepender
Do descaso que fez
Do tempo que perdi
Por ter amado você!
Vai engolir cada ingratidão
Cada lágrima que derramei
Vai lamentar não ter mais de mim
Como um dia foi...
Você vai se arrepender
Vai chorar e vai sofrer
Cada dia que me fez tão mal
Vai voltar a me procurar
Vai querer voltar no tempo
Em que eu te esperava...
Que em você acreditava
E que sempre  me enganou!
Vai sorver da mesma praga
Que hoje rogo em ti
Pois dela foi que vivi.
Você vai se arrepender
Vai chorar e vai gemer!