Travesseiros...

Quantas vezes o travesseiro foi o seu melhor amigo?
Quantas vezes chorou sozinho ou conversou consigo mesmo?
Tem horas que ninguém é suficiente para entender, apenas ouvir o que se tem a dizer...
Geralmente as pessoas não ouvem, estão alheias ao que se diz, balançam a cabeça e respondem com monossílabos.
Poucos estão interessados de modo genuíno no outro.
As vezes tudo que se tem é uma tela fria de computador. E aí nos faltam palavras para descrever o que sentimos.
Os olhos embaçam, as letras embaralham e nada acontece.
E lá estão as velhas lágrimas de guerra, quentes, abundantes e traiçoeiras... sim, pois juramos não chorar!
Travesseiros são importantes, cuide bem deles!
Guardam nossos segredos para sempre, mesmo que o tecido se rasgue ou sejam trocadas as fronhas!
Desabafos são para quatro paredes, em profundo silêncio e soluços ordinários.
Não se abale com suas fraquezas momentâneas...
Elas nos ensinam a catalizar as forças necessárias para sobreviver.
Não coloque em ninguém a responsabilidade da sua felicidade ou da sua tristeza, cuide-se. Proteja as suas emoções de si mesmo em primeiro lugar, sabendo lidar com as suas frustrações, aprendendo a superar os altos e baixos da vida.
Ninguém poderá viver a sua vida ou as suas dores.
Tranque-se no quarto quantas vezes for necessário até que se refaça de toda angústia que te consome.
Fale ás paredes, grite, sussurre, chore!
Só não sufoque as suas lágrimas...
O travesseiro não vai contar nada a ninguém...
E depois que sentir o alívio desejado pelo desabafo, erga a cabeça, respire fundo e siga adiante, pois não há outro caminho senão este!
Não há como retroagir no tempo, a vida pede continuação.
Então, opte sempre por seguir com a bagagem mais leve!

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