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Mostrando postagens de Maio, 2016

A Dor da Alma

"Não dói o útero e sim a alma!" Palavras da adolescente de dezesseis anos estuprada por mais de trinta homens numa comunidade do Rio de Janeiro...
E o quanto dói, só quem viveu sabe dizer.
Vivemos numa sociedade machista e hipócrita que culpabiliza as vítimas em detrimento de conceitos ultrapassados e que com isso, ajuda ao crescimento da impunidade. O trauma sofrido não será esquecido, mas o caso em si corre o risco de cair no esquecimento, virando mais um caso para as estatísticas.
A cultura do estupro é essa: minimizar o crime, responsabilizar a vítima e deixar que o assunto caia no ostracismo até que um novo caso aconteça e volte-se a falar do problema.
Mas e a vítima? Quantos atos de repúdio serão capazes de apagar da sua alma a dor da humilhação?
Quantas justificativas para condenações medíocres poderão lhe dar conforto?
Quantos anos até que se consiga viver sem o peso das humilhações sofridas?
A vergonha, o medo, as noites sem dormir...
As dores do corpo cessarão! Mar…

Tráfico de Pessoas

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Migrar e trabalhar. Quando esses verbos se conjugam da pior forma possível, acontece, ainda hoje, o chamado tráfico de seres humanos. Um relatório da Organização Internacional do Trabalho, estima em cerca de 2,5 milhões o número de pessoas traficadas em todo o mundo, 43% para exploração sexual, 32% para exploração econômica e 25% para os dois ao mesmo tempo. No caso do tráfico para exploração econômica, a negociação de trabalhadores rende por ano cerca de US$ 32 bilhões no mundo.
O tráfico de pessoas para exploração econômica e sexual está relacionado ao modelo de desenvolvimento que o mundo adota. Esse modelo é baseado em um entendimento de competitividade que pressiona por uma redução constante nos custos do trabalho. Empregadores “flexibilizam” as leis e relações trabalhistas para lucrar e, ao mesmo tempo, atender aos consumidores, que exigem produtos mais e mais baratos. No passado, os escravos eram capturados por grupos inimigos e vendidos como mercadoria. Hoje, a pobreza que torn…

O Estupro e Você

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Na cultura machista e patriarcal, a violência sexual vem sendo historicamente utilizada como forma de punir todas as mulheres, notadamente aquelas que buscam vivenciar livremente suas escolhas, sua autonomia e exercer o controle sobre sua própria vida, seja no espaço público, seja na esfera privada. O estupro de mulheres, configura-se deliberadamente como um instrumento de propagação do terror que, frequentemente usado durante as guerras, simboliza a vitória ou o fracasso dos guerreiros que sequestram e tornam os corpos de meninas e mulheres territórios de realização da virilidade a serviço das economias, da honra, da limpeza étnica e do poder.  Num contexto onde os direitos das mulheres são constantemente violados, em que o país amarga índices alarmantes de violência de gênero e, onde muitas mulheres e meninas são cotidianamente assassinadas, estupradas, com ampla divulgação na mídia, com requintes de crueldade, a exemplo dos estupros coletivos, constata-se o ódio de gênero contra as…

A Cultura do Estupro em Guerras

Quando os homens começaram a estuprar em guerras? A resposta é bem deprimente.  Todas as evidências da arqueologia e da antropologia indicam que o estupro tenha começado junto com a guerra. O estupro era, inclusive, um dos principais motivadores das primeiras guerras. Nas estruturas sociais rígidas das primeiras "tribos" da Pré-História, eram os líderes quem mantinham relações sexuais com a maioria das mulheres do grupo. E os jovens de pequenas tribos só podiam procriar quando "conquistavam" fêmeas de outras tribos em batalhas. Então, as primeiras guerras foram, na verdade, estupros coletivos.  A história vai ainda mais longe se pensarmos em evolução. Bem poucos animais se reúnem para matar membros de sua própria espécie como os humanos. Mas nosso parente genético mais próximo, o chimpanzé, guerreia e estupra. Isso sugere que a combinação guerra + estupro data dos primeiros dias de nossa espécie. Durante o desenvolvimento das primeiras civilizações na Grécia, Roma …

Utopia.

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Talvez eu continue utópica, não sei.
O fato é que continuo na luta contra a violência à mulher e contra a pedofilia por acreditar. Por muitas vezes pensei em desistir, não por dificuldade, mas pela sensação de estar "enxugando gelo"!
A triste constatação de novos e mais bizarros casos, onde mulheres perdem suas vidas e crianças são violadas e destituídas de sua inocência.
Isso sempre me impactou!
Acredito que sempre irá impactar.
Eu continuo por que acredito que de alguma forma o meu trabalho contribui para a conscientização e empoderamento das pessoas. Não me considero melhor ou pior que ninguém no que faço, mas também é fato que observo o quanto o simples se torna cada vez mais burocrático.
A engrenagem que deveria proteger, vez por outra acaba por vitimizar.
Vejo tantas questões sendo postas debaixo do tapete... tantas mulheres que poderiam estar na luta e que não se engajam, não acreditam que a causa seja delas também... é como se estivessem a parte do mundo. Não são mães…

Entre Isso e Aquilo

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Qual a sua motivação?
Entre muros e portas fechadas
Entre escaladas mal sucedidas
Entre o sonho e o caos...
Entre o sim e o não
Entre dias bons e ruins
Entre rosas e espinhos
Qual a sua direção?
Entre galhos e tropeços
Entre rios e montanhas
Entre isso e aquilo
Numa parada ou estação
Entre suspiros e cansaços
Entre inimigos sutis e velados
Entre tapas na cara e apertos de mão!

Qual a sua motivação?
Entre perdas e ganhos
Entre partidas e chegadas
Entre sucessos e fracassos
Entre sonhos e ilusão...
Entre tantos candidatos
Entre aceitar o fato e mudar a questão
Entre saber ganhar tempo
E perder o tempo em vão;
Qual a sua direção?
Nos cadafalsos da estrada
Nos percursos da escalada
Nas entrelinhas da paixão
Nos entremeios da jornada
Entre continuar e dizer não
Qual a sua decisão?

PEDOFILIA X EFEBOFILIA Você sabe o que são?

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Descobrir o “mundo das parafilias” é uma experiência que pode ser uma atitude preventiva para si e para outras pessoas. Por isso, falar sobre os comportamentos sexuais que destoam da curva normal esperada para nossa cultura, abre espaço para abordamos muitos conceitos e comportamentos que podem nos ajudar a compreender ou tratar os desvios comportamentais relacionados à sexualidade humana em nosso contexto. Uma dessas parafilias é a efebofilia, um comportamento ou preferencia sexual que muitas vezes é negligenciado, mas que pode causar um grande estrago na vida das pessoas, especialmente dos adolescentes.Uma das parafilias mais graves e impactantes que existe na nossa sociedade é a pedofilia. Embora a efebofilia comumente seja tratada como pedofilia há uma distinção entre elas que precisa ser considerada. A pedofilia, em linhas gerais, é o comportamento sexual ou a atração sexual por crianças pré-púberes (até os 12 anos), enquanto que a efebofilia seria o comportamento sexual ou a atr…

Novo Código Civil

Algumas mudanças introduzidas pelo Código Civil em vigor:
Disposições gerais sobre o casamento
O casamento é um ato solene onde duas pessoas de sexos diferentes se unem para formar uma família. Com o casamento, se estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges.
Isto significa que mulheres e homens são iguais e ambos podem opinar sobre todas as questões da família. Com o novo Código Civil, acabou a "chefia da sociedade conjugal" que era exercida apenas pelo homem.
A questão do nome do cônjuge
Uma inovação deste Código é a possibilidade que se dá para qualquer dos nubentes, querendo, acrescentar ao seu nome o nome do outro e não apenas à mulher acrescentar o nome do marido. Agora, o marido também poderá acrescer ao seu nome, o nome da esposa. Ou ainda, continuarem com os nomes de solteiras.
Planejamento familiar
Este Capítulo também traz uma inovação quando inclui entre os direitos regulamentados pelo Código Civil, a questão do Planejame…

Hoje.

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O quanto perdemos daquilo que deixamos de fazer?
Quantos sonhos vamos acumulando no caminho por inércia ou por desistência ou ainda, por medo do fracasso? E quantas emoções deixamos de sentir...
O frio no estômago que nunca aconteceu, o vento que nunca saberemos que direção seguiu.
Todos nós temos muito daquilo que não fizemos.
Vasculhe a sua mente e busque dentro de si, nas suas verdades; os elementos perdidos daquilo que ficou esquecido por falta de coragem.
A grande maioria dos sonhos poderiam ter se concretizado não fosse a falta de audácia, as desistências, os medos, as desculpas, os entraves...
E não somente os sonhos, mas os momentos que por uma razão ou por outra não nos permitimos viver.
O beijo que não demos, o sorriso travado, os passos que evitamos, os abraços...
Palavras não amam ninguém, isto é fato!
O que faz do amor um sentimento verdadeiro são os gestos! E quantos gestos não promovemos por orgulho, por raiva, por egocentrismo. Quantos gestos travamos em nós, por nos c…

Elizete!

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Hoje eu acordei com saudade do seu cheiro... meio doce, meu mar! Eu não sei definir, mas sei sentir só de pensar. Acordei com saudade dos seus olhos... tons de mel, maracujá... Tons de ternura, uma suave textura de brisa a soprar! Saudade do seu toque, tão firme, tão forte Que me transmitia sorte num leve roçar...
Acordei com saudade da sua voz cantando  Ora canções tão bobas, ora apenas rezando Palavras de tanto incentivo, ora por outra um grito Num tom sempre incisivo  De quem sempre sabe quando falar! Saudade do seu colo, tão quentinho Que abrigava o filho em noites de frio O qual eu não queria deixar... Era um colo diferente, desses que aconchega a gente Só por nele estar.
Hoje eu acordei mais triste, mais velha e descontente Por não ter o seu abrigo, neste mundo de serpentes Onde o inimigo mais perverso tem o riso entre os dentes...
Hoje eu acordei menos amada, infestada de lembranças Do tempo em que era uma criança e ganhava o seu abraço Qualquer dia era o seu dia, pois era mãe…

Marinheiro.

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Eu não saberia contar os passos, nem tão pouco refazê-los Foram muitos caminhos percorridos. entre passos idos e vindos Num descompasso de erros e acertos... Talvez eu quisesse ser diferente! Um elefante, um animal inocente. Para não carregar tantos nós encrustados Num embargo da garganta Num choro de quem canta Como quem morre em desespero...
Eu não saberia sorrir de novo O mesmo riso tão espontâneo... Como quando sorri com você! Tudo era em outros tempos, outros ares, outros ventos Que sequer sei qual a direção Foi num barco de veleiro Foi num sonho ou num cruzeiro... Onde o pobre marinheiro perdeu por lá o coração... Num mar inóspito, traiçoeiro Lá se foi o marinheiro numa tarde de verão!
Tantas ondas já passaram Num só dia e estação Passam anos neste embalo Só não passa a solidão!