Elizete!

Hoje eu acordei com saudade do seu cheiro... meio doce, meu mar!
Eu não sei definir, mas sei sentir só de pensar.
Acordei com saudade dos seus olhos... tons de mel, maracujá...
Tons de ternura, uma suave textura de brisa a soprar!
Saudade do seu toque, tão firme, tão forte
Que me transmitia sorte num leve roçar...

Acordei com saudade da sua voz cantando 
Ora canções tão bobas, ora apenas rezando
Palavras de tanto incentivo, ora por outra um grito
Num tom sempre incisivo 
De quem sempre sabe quando falar!
Saudade do seu colo, tão quentinho
Que abrigava o filho em noites de frio
O qual eu não queria deixar...
Era um colo diferente, desses que aconchega a gente
Só por nele estar.

Hoje eu acordei mais triste, mais velha e descontente
Por não ter o seu abrigo, neste mundo de serpentes
Onde o inimigo mais perverso tem o riso entre os dentes...

Hoje eu acordei menos amada, infestada de lembranças
Do tempo em que era uma criança e ganhava o seu abraço
Qualquer dia era o seu dia, pois era mãe da esperança
O aconchego da minha vida era o seu braço
E o seu amor foi a minha herança!

O seu nome poucos sabem: Elizete, minha flor!
Minha mãe sempre querida, nunca serás esquecida
Enquanto eu viva for!

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Obrigada por seu comentário! Mia Malafaia!

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