Marinheiro.

Eu não saberia contar os passos, nem tão pouco refazê-los
Foram muitos caminhos percorridos. entre passos idos e vindos
Num descompasso de erros e acertos...
Talvez eu quisesse ser diferente!
Um elefante, um animal inocente.
Para não carregar tantos nós encrustados
Num embargo da garganta
Num choro de quem canta
Como quem morre em desespero...

Eu não saberia sorrir de novo
O mesmo riso tão espontâneo...
Como quando sorri com você!
Tudo era em outros tempos, outros ares, outros ventos
Que sequer sei qual a direção
Foi num barco de veleiro
Foi num sonho ou num cruzeiro...
Onde o pobre marinheiro perdeu por lá o coração...
Num mar inóspito, traiçoeiro
Lá se foi o marinheiro numa tarde de verão!

Tantas ondas já passaram
Num só dia e estação
Passam anos neste embalo
Só não passa a solidão!

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