Vazio de Amor.

Há tempos que eu não sei o que é o amor.
Talvez por não saber como explicar ou seja pelo fato de que o sentir me consuma ao extremo... Não sei.
Talvez seja apenas impressão e eu ame sem me dar conta.
O fato é que é tudo tão intenso que se torna confuso devido aos excessos que não sei como conter.
Vejo tantos casais de mãos dadas... corpos que se entrelaçam em praças...
Seria isso? Essa vã demonstração de desejo entremeado por beijos e abraços?
Penso, ser mais... Talvez, o doar-se seja para mim o mais importante.
Falo de rasgar a alma num intrínseco, porém verdadeiro e profundo sentir.
Eu não sei amar... eu acho.
Talvez o que eu ame seja o que eu penso.
A concepção de amor pode estar errada, assim como amar é algo peculiar a cada ser humano.
O que pra mim é uma expressão amorosa, para outros não passa de ilusão.
Há tempos venho indagando o que é o amor.
Perco-me nas conjecturas da vida entre pesos e medidas como se o sentir pudesse ter uma avaliação.
E se rezar for um meio de não sentir, então será a solução... sim! Um meio de não sentir quando doer e ferir!
Um modo simples de não sentir saudades.
Eu ajoelharia e rezaria mil vezes fosse preciso pra sarar o meu coração. Não sei lidar com isso.
Essa coisa de sofrer por alguém, estar tão perto e não sentir o outro... essa ausência de presenças constantes que experimentamos. Não somos um.
Somos um misto de passado amargo e controverso, num presente enevoado, rumo a um futuro incerto de nós dois.
Não nos vemos, não nos tocamos... sabendo que estamos ali, porém estamos cegos... alheios...
Vazios de amor, perdidos em dor, desconexos.
E são tantas as palavras nestes silêncios gritantes que me corto entre frases nunca ditas, mas que explodem em nós.
E que sentimento é este tão incauto?
Causa de tantas calmarias e dúvidas...
Debruço-me nas constantes incertezas onde tudo que desejo é não me afogar.
Seria o amor este tormento? Ou seria tão somente o meu castigo?
Não sei, nada sei. Talvez os filósofos estejam certos por não saber...
Prefiro a ignorância dos inocentes aos saberes mais devassos. Estou delirando... vão  pensar.
Que digam! Que digam...
Delírios são as certezas do óbvio que se tem na vida.
Quem não delira não é feliz... e seria a felicidade este momento tão estranho?
Essa coisa meio louca de ser livre pra pensar e dizer o que quiser ou somente calar-se e observar?
Mais uma vez não sei.
Tudo é relativo, disse Einstein.
Eu sou relativa... ora eu amo, ora eu deixei de amar.
Mas o que importa são os momentos em que o coração pulsa mais forte e o que era um sonho vira verdade e já não importa nada disso, senão a satisfação de sentir-se em paz.
E o amor antes sentido, vira um passado a lembrar...
Talvez haja esperança mais ao longe, hoje sei que nada há!

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