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Mostrando postagens de Dezembro, 2016

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Eu quero dizer umas coisas... depois de três meses de silêncio.
Andar de mãos dadas não significa presença.
E um amor pra ser sincero basta ser sentido.
E talvez eu nem saiba como dizer isto...
Ou seja você, que sempre prefere ouvir em palavras o que só consigo exprimir nos gestos.
O fato é que eu não amo senão por atitudes
Não consigo transmitir mero conforto no encontro dos fonemas e formações de frases
Eu me desmembro em reciprocidades...
Vou pela alma. Voo pela alma...
No descuido desesperado de me doar.
Num total desassossego e num enlace maior que o de mãos.
Num compromisso de uma vida inteira de construção.
Não vejo, não concebo o amor a primeira vista, imediato.
Vejo como um ninho, que se faz a cada detalhe... e que por vezes necessita de reparos.
Vejo o amor com rugas, falhas, e rasuras... inverso aos versos dos poetas.
Mas, tão profundamente que descarta explicações.
Nada que consiga explicar vale a pena, quando o que pulsa explode na alma.
Vejo o amor num descontentamento...…