Gaiola!

Eu ando calada,
Diria que estou pensativa
Penso em nada
Penso em tudo da vida.

Ando anestesiada
Pelas dores, nunca antes sentidas
Ando calada, ando contida.

Tenho pensado em quase nada
Por sentir mais que deveria
Tenho a alma desencantada
Perdi parte de minha alegria.

Ando engaiolada
Numa redoma, oprimida
Onde o choro, nos olhos; resvala
A tristeza que sinto na vida.

Tristeza que não me abandona
Vai me abraçando, assim
Nos dias de chuva, chorosa
Nos dias de sol, por fim!

Ando calada, entocada em gaiolas
Pequenas caixas, por dentro assim...
Num sopro de riso, esmolas
Do que fui, do que sou, sem  mim!

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