Sobre ser Feliz!

Sete bilhões de pessoas no mundo e nunca conheceremos sequer um milionésimo delas!
Não saberemos suas histórias, seus sonhos, seus dramas, sucessos e fracassos... Nunca.
Rostos desconhecidos num mundo globalizado, mas sem conexão de laços.
Talvez sequer saibamos quem são os nossos vizinhos. Já não sabemos quem são os nossos parentes...
Estamos vivendo uma Era estranha... uma Era em que vemos tudo, sabemos de tudo, mas não somos íntimos de ninguém.
O mundo anda solitário!
E tudo o que estes sete bilhões de pessoas desejam é ser feliz!
A grande dificuldade está em encontrar uma forma de realizar esse desejo... 
As vezes perdemos tanto tempo que a felicidade passa e a gente não vê, não sente.
Tenho visto olhos acabrunhados, sorrisos amarelados, passos dados em falso.
Talvez seja devido o consumismo humano que transfere o essencial para o supérfluo. E tudo fica tão descartável que não há tempo hábil para repor. Como um vício que precisa estar sempre saciado, para trazer alívio a dor.
Vejo a fome em mesas fartas! Carros de luxo, carregando pessoas de lata!
A insensibilidade daqueles que na verdade sentem medo de sentir... olhos vazios de si mesmos, numa cruel ilusão de que está tudo bem.
Nada está bem! Nada!
Se o riso não é frouxo, se o riso não vem de dentro... nada vai bem.
Nenhum hotel cinco estrelas é capaz de dar alegria a uma coração contrito.
As gaiolas são prisões onde o canto é só lamento, pela liberdade que se perdeu. 
Assim como aquele que sorri sem vontade, finge uma alegria que não conheceu... eis a vida! Assim é o ciclo da infelicidade.
Sete bilhões de pessoas no mundo... quantas delas são de verdade?

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