A Morte é Eterna

Nada é eterno. Fato!
Sequer a vida é eterna.
Pessoas nascem e morrem. Amam e não amam mais.
Sentimentos mudam, planos deixam de existir,
O que permanece? Absolutamente nada.
Não somos sequer o que um dia pensamos ser.
Metamorfoseamos-nos durante o tempo em que por aqui estamos.
Somente  a morte é eterna.
Ninguém foge dela ou retorna para contar.
Um dia nossos corpos estarão naquela caixa de madeira... inertes!
Foram-se as vaidades, os sonhos...
Apaga-se o brilho dos olhos, escoa-se o sopro de vida.
E nem mesmo este corpo, um dia tão idolatrado; permanece!
Ele vai apodrecer, virar pó.
Aos que ficarem: as lembranças.
E um dia quando todos aqueles que nos conheceram também partirem
Os que vierem, sequer saberão dizer quem fomos.
As novas gerações não se preocupam em saber do passado.
Então, não seremos as lembranças de ninguém.
Nada se eternizou de nós mesmos, senão a morte!
A vida nos ensina que cada dia é um recomeço
Que podemos fazer tudo diferente e como desejamos
Mas é mentira!
Nada do que fizermos irá mudar o destino final.
Ou cremados, ou em mausoléus, ou na terra simplesmente...
Ali será o último capítulo de nós.
E um dia também não será mais... pois o tempo apaga as inscrições.
Somos um sopro!
E estamos todos em contagem regressiva ao eterno!
Nada trouxemos e nada iremos levar...
A morte irá nos encontrar com ou sem dinheiro,
Com ou sem saúde, feliz ou infeliz.
Há quem lamente a perda da vida, há quem não se conforme...
Mas talvez seja esta a única finalidade de estar vivo.
Por isso acordamos todos os dias, tentando cumprir o roteiro
Iludidos na cilada de pensar que temos o controle de tudo...
Mas então, um dia chegamos na última página e
Executamos a última cena.
E mesmo desejando viver um pouco mais...
Partimos!
A vida nada mais é que um roteiro para a eternidade.
Uns partem com pompa, outros como indigentes...
Mas sem excessão, deixamos de habitar o corpo físico
E então, voltamos de onde viemos... rumo ao desconhecido!




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