Devaneio

Sinto pungente e pulsante a vida que corre em minhas veias
Como o vento que corta entre folhas e florestas
Num arroubo de paixões!
Sinto a pele fria, o riso largo
A mente sã! Sinto a noite, vejo o dia
Vivo entre estradas sinuosas
De muitas vidas
Muitas idas
Entre curvas, dias, partidas!
Sinto o gosto do vinho dos teus lábios
Nos suores que trocamos entre os lençóis...
Virginal, visceral!
Urgente... Carnal, indecente
Sinto o pungente de nós
Entre muitos sóis, muitos nós!
É a vida que urge em minhas veias
Nos desencantos e prantos
Nos abraços ternos e apertados
Nos risos soltos,
Na beleza dos teus olhos!
Carnal... pungente
Valente e fraternal.
Como a lâmina que corta o pulso
Como a estrada que não chega ao fim
Sou eu:  Assim...
Neste meio de tudo
Confuso, perdido, dentro do casulo
De tu, de mim...
Sinto... como a água que molha o teu corpo
Dourado, seminu... delicado!
Num devaneio talvez.
Num louco e delirante desejo de nunca partir!

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