Contrato

Nossas cláusulas nunca foram da simplicidade.
Nunca foi apenas sentir.
Sempre vivemos de extremos...
O tudo e o nada, oito ou oitenta.
Vivemos na intensidade do que sentíamos,
Entre idas e vindas, entre subidas e descidas
Entre emoções.
Nossos contratos foram rompidos e refeitos
Num cadafalso de súmulas e adendos.
Fomos reformulando para não romper.
Fizemos contratos sem testemunhas...
Rasuramos linhas inteiras, retiramos vírgulas
Fomos intransigentes e exigentes.
Nossas cláusulas eram convenientes...
Fizemos contratos sem duração que permaneceram eternizados
Éramos transgressores.
Nossas direções se fundiam e se repudiavam
Extremos inteiros de sonhos, desejos e delírios.
Talvez tenhamos errado na súmula...
Talvez tenha sido o cartório...
Aquele tabelião não estava num bom dia!
Façamos um outro contrato...
Uma única cláusula, então!
Amar e amar somente... sem tantas preliminares
Mas com as exatas!
Num arroubo maravilhoso de um beijo
Para selar o único ato válido da vida
Que é somente, amar!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Homem morre quando deixa de Sonhar!

Por Um Fio