Sob o olhar da Maturidade

A maturidade nos trás novos olhares.
Passamos a enxergar diversos pontos de vista sobre um mesmo assunto. Nem sempre sob a ótica da razoabilidade, às vezes apenas para simples constatação.
O fato é que amadurecer é em sua essência, um despertar.
Não se culpe caso perceba o quanto estava enganada sobre o que pensava ou sobre si mesma. Até porque a culpa não trará mudanças, somente um peso desnecessário.
Vale mais a reflexão do que o arrependimento.
Pela análise do que fizemos, evitamos repetir os dissabores do passado. O que somos é a soma desses erros. Num emaranhado de acertos quase despercebidos, tamanho são os dedos que sempre apontam o que não deu certo.
Houve um tempo em que viver era mais simples, onde a pessoa nascia, crescia e morria sem tantas conjecturas disto ou daquilo.
Hoje, existe uma definição científica para cada sentimento, para cada aflição e não somos mais saudáveis e felizes por isso.
Vivemos numa teia de aplicativos tecnológicos, tentando elucidar por fora o que está dentro.
Amadurecer é exatamente isso... a conclusão do eu. Quando começamos a perceber quem de fato somos e como somos com o externo.
Os que se refugiam do mundo moderno em busca da paz e do sossego da vida no campo, na verdade só está buscando um lugar onde ainda falam a mesma linguagem. Um lugar onde pensar e sentir não exijam tanto de sua capacidade de entender. É a comodidade de não precisar se adequar.
E aos poucos  essa consciência de que o seu lugar no mundo ficou restrito a coisas que caíram no desuso, vai tomando forma.
A gíria moderna é irada, ninguém mais escreve cartas, tudo é acelerado e contínuo, numa obrigatoriedade do acompanhamento de fatos aos quais perdem o significado em segundos.
E a maturidade faz perceber que a adequação não é para todos.
A vida vai tomando outros rumos, outras nuances. Você não é mais quem achou que fosse, mas é alguém! E essa é a única certeza que pode ajudar a não perder o sentido da vida.
Olhar o mundo e entender que tudo se conectou e que cabe a cada um escolher a que lugar pertencer. Mas, o mais importante é não deixar de pertencer a si mesmo.
O mundo continuará evoluindo para melhor e para pior! Somos nós que não podemos deixar o processo pessoal de evolução estagnar.
E a maturidade vem nos trazendo infinitas possibilidades de escolhas.
Colha as suas!

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