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Mostrando postagens de Agosto, 2017

Verdades Absolutas?

Amores vem, amores vão... você fica! E fica com o que restou daquilo que um dia sonhou. Das muitas desilusões que viveu, dos muitos sonhos que criou para si. Daquilo que achou que o outro realizaria contigo. Isso fica. Frustrações dos "achismos", onde o mal entendido ganhou força e floresceu. Onde os diálogos foram mortos em longos silêncios de conveniências. Isso fica e permanece. Vai levando consigo bagagens desnecessárias e olhando o próximo como quem revê o passado... Esquece de abolir as comparações, perde tempo, perde vida e vai transformando a realidade numa repetição de padrões. E não se dá conta do mal que faz a si mesma. O ciclo vicioso das verdades absolutas, onde se quer ter sempre razão, ser a dona da verdade. Onde o sentimento maior não é o mais importante, onde o que prevalece é a ambiguidade do Eu! Tudo passa, tudo muda, tudo se transforma.  E o que não segue o fluxo, estagna. A vida não é inflexível e não aceita inflexibilidade. Tudo é cíclico, mas também é …

O Amor...

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Os primeiros acordes do dia,
Trazem consigo a esperança
De que tudo será mais brilhante
Como ao ouvir os acordes mais vibantes
De uma grande sinfonia...

E posso sentir a tua mão entre as minhas
Num caminhar mais confiante
Com passadas de quem poderá vencer o mundo
Num piscar de olhos, num instante.

Sem o compromisso da promessa
Sem a rotina que engessa...

Num combinado sem palavras
De somente um dia por vez!

E cada acorde vai enfeitando
Cada obstáculo do caminho
Trazendo a confiança
De que nada é somente espinho...

E no calor da sua mão na minha
Posso finalmente dominar
O monstro que em mim habita
E a tudo vencer ou suportar
Por ter o amor da minha vida
Ao lado, mesmo distante
Tão presente e vibrante
No abraço da chegada ou da despedida!

Não importa quantas vezes
Por saber que o amor existe
E por isso e só por isso
Viver do amor que a tudo resiste!

Pegadas

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Meus pés agora desnudos
Tocam a areia ainda quente
De um dia ensolarado,
De corpos suados,
Sonhos ardentes.
Tocam o solo arenoso
Ainda molhado
De águas agora mais mornas.
Vão se deixando ficar
Em pegadas não tão profundas
Num rastro do dia que vai...

Como em névoas que cobrem a estrada
Num nevoeiro do orvalho que cai!
Deixo rastros como quem morre
Num constante seguir desta vida
Vou sem rumo, talvez ao norte
Indo de encontro a morte
Olhando o despedir do dia!

Deixo rastros, pegadas...
Lembranças de muito tempo
Rostos, conversas, risdas
Como num uivo do vento
Que passa... que esfria... que para!


Alienada

Assistia aos milagres diários sem se dar conta,
Num constante ausente de si mesma.
Era viajante sem destino, como criança teimosa
Que esquece de calçar os pés...
Vivia entre os espinhos sem ver
O delicado de cada criação

Era enganada pela doce ingenuidade
De crer que o humano nunca mentiria
Sentindo-se  parte de uma grande mentira!

Uma tola, aspirante à vida!
Sem meios de se suster.
Menina sem coerência, alienada
Por si mesma desgovernada,
Numa busca desenfreada
De si, de tudo, sem  saber o que.

Assistia aos outros... não se via
Tinha trave nos olhos, por ser tão pura
E perdia muito de si
Por apenas, sobreviver.

Única

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Ela não sabia dos extremos...
Vivia pelas margens de si mesma
Numa retórica improvável de incoerências.

Ela não sabia das incertezas...
Vivia de absolutas e exatas,
Esquecida de que humanos erram.

Era a protagonista de uma única fala
Onde um imenso universo de contradições
Não cabia!

Ela era o inverso de suas palavras tão rebuscadas
Uma incógnita, feita de ácidos melosos e cortantes
Como vidro perfurante e mortal.

Era o esteriótipo da garota ou me ame ou me deixe
Num complexo reflexo do que não saberia explicar.

Ela era o que achava que via de si mesma
Nem sempre santa, sem sempre perdida
Apenas uma imagem refletida,
Num inconstante buscar de si.

Era o que ninguém poderia ser
Por ser única!

É Deus...

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E eu olho para o céu
Na imensidão de uma noite estrelada
E vejo a Tua mão!

E eu olho para o mar
Num iluminado dia de verão
E sinto a Tua benção!

E em tudo que há
Tudo que eu posso sentir e tocar
Lá está a Tua Presença!

E eu toco o chão
E sinto a Terra...
Ouço os sons,
E percebo o milagre que sou!

E eu te sinto em mim!

E na imensidão do Universo
Nas constelações que nunca verei
Nos infinitos tão bonitos
Que há por aí...
Bendigo a Tua benevolência!

E não há quem possa explicar tanta perfeição!
Não há quem decifre até não haver perguntas a responder
Pois Tu És!

E na contemplação dessas bençãos
Te louvo a cada dia
Pela magnifica experiência de a Ti pertencer!
Louvado seja Tu, oh Deus!

Embriaguez

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Os meus olhos enevoados
Na embriaguez de te ver...
Para que serve a lucidez
Senão, para fazer sofrer?
Ando em passos trôpegos
Num zig e zag de não sei o quê
Bêbada, sem direção
Num desvairado descompasso
De ouvir você dizer

Vozes que não sei de onde
Surgem para me atormentar
Dizendo o que não quero ouvir
Num desiludir de não alcançar
Os passos que somem à frente
Em constantes ausências
Como num breve piscar!

Ando embriagada
Numa louca velocidade
Onde me perco em cada estrada
De braços frios como a eternidade
Num emaranhado de palavras
Que nada dizem, somente ecoam.

Num mundo líquido, entre gins...
Fujo de tudo, até de mim.
Não me deixo em qualquer esquina
Não me abandono na calçada
Bebo com a classe das meninas
Loucas, santas, vadias, cansadas
De olhos vendados.
De saias curtas
Tão verdadeiras como qualquer uma

Afogo minhas mágoas!
Todas elas...
Nesta infinita aquarela multicor
Onde não vejo ninguém
Somente você
Nas imagens distorcidas
Dos meus olhos embevecidos

E viajo em ondulações d…