Única

Ela não sabia dos extremos...
Vivia pelas margens de si mesma
Numa retórica improvável de incoerências.

Ela não sabia das incertezas...
Vivia de absolutas e exatas,
Esquecida de que humanos erram.

Era a protagonista de uma única fala
Onde um imenso universo de contradições
Não cabia!

Ela era o inverso de suas palavras tão rebuscadas
Uma incógnita, feita de ácidos melosos e cortantes
Como vidro perfurante e mortal.

Era o esteriótipo da garota ou me ame ou me deixe
Num complexo reflexo do que não saberia explicar.

Ela era o que achava que via de si mesma
Nem sempre santa, sem sempre perdida
Apenas uma imagem refletida,
Num inconstante buscar de si.

Era o que ninguém poderia ser
Por ser única!

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