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Mostrando postagens de Novembro, 2017

Sobre Amor

E se o amor não dá certo? Se o que sente não transborda? Se não há eletricidade? 
Seria amor ou falsidade?
Viver de amores mornos seria viver à margem?
Onde mora a química? Onde está o calor? Seria tão somente o querer bem?
Mas e quem do fogo se queimou e não soube mais dele experimentar?
Teria o amor mudado de cor ou teria o corpo esquecido de amar?
E se tudo for apenas ilusão?
Estranho seria viver o que se tem ou buscar da fonte que envenena?
Seria certo esperar que um dia brote ou já teria que vir em chamas?
Quando o fogo não acende ou as borboletas não criam asas, seria um amor sem sintonia ou não seria amor?
Existe sexo sem paixão, existe sexo!
Mas e se nem isso existe? O que do amor seria a brasa?
Fogueiras incendeiam e viram cinzas... mas do amor sobram faíscas?
E se não há "coisa de pele" ? Se não casa as vibrações? Podem os lábios se unirem numa mesma busca quando se opõem os corações?
Certo está quem refreia ou quem se permite?
O amor se explica ou se sente?  Ao ex…

Sou Mulher

Não sou obrigada a nada!
Faço o que eu quiser!
Sou dona de mim, senhora do meu nariz!
Gero vidas, sou de amor
Daquelas que se dão, por ser amadas...
Gero amor incondicional!
Em partos cesáreos, normais, de dor!
Sou mulher! Sou o que eu quiser!
Singela, serena, abusada
Dessas feras, indomada!
Talvez arisca, talvez traumática
Insana e pervertida
Mulher com raça, sem medo da vida!
Não sou obrigada
Sou meu próprio karma
E em letras não há tradução
Pois sou de veias profundas
Densas e obscuras
Como bula... com restrição.
Sou o que eu quiser
Não tente dominar
Sou mulher, não sou obrigada
Pra mim é tudo ou nada
Sem limites, sem medo
Vou ao mundo, vou ao fundo
Nos silêncios, nos gritos
Sussurros e gemidos
Do que eu quiser!
Sou fêmea, sou dessas
Sou mulher!

Espiral

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Continuar... ir em frente! Seguir!
Encontrar um sentido e focar Há momentos na vida que não temos outras opções  A nossa única alternativa é: aceitar. Engolir em seco, resignar Compreender que não há outro caminho  Que estamos sozinhos E que não há como voltar... A vida é  um redemoinho!
Direita ou esquerda,  Subindo ou descendo,  Só haverá um modo de seguir: em frente! Não adianta chorar, sentir pena de si mesmo Ignorar! Os trilhos não retrocedem, Nada se repetirá. 
Olho para as rosas e percebo sua beleza Frágil, com espinhos... assim é a vida! Olho as rodas, constantes, ágeis. .. Como todos os sonhos que deixamos amortecer!  Entre o nascer e o morrer Numa espiral do que queremos ser Nada se eterniza, senão aquilo que se viver!

Desamparo

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O que eu faço com os meus abraços?
O que eu faço com essa saudade? Poderia fechar meus olhos e sentir novamente? Eis que miragens me sufocam... Como se fosse o calor do seu corpo ao meu... Como cárceres de âncoras que se projetam ao mar Estagnando as embarcações,  Travas de aço que impedem amar Como algemas gigantescas  Como um pássaro que não sabe voar!
O que eu faço?  Poderia me ouvir? Saberia um pouco de mim? Ou seria apenas um filme em preto e branco Sem som, sem cor? O que fazer se estou inundado de amor? Todos os porões estão abarrotados, Com punhados incontáveis desta dor E não há porto que o possa suportar... Onde possa transbordar.
O que eu faço com meus braços vazios Sem sentir o seu calor? Digo frases sem sentido Vago solitário, descaminho Vou algemado de olhares do passado Num amargo ir e vir do destino Num ancoradouro inseguro Do constante desabrigo Deste amor, hoje sem seus abraços...